quarta-feira, junho 11, 2008


Imagens que falam... Imagens que me fazem chorar e me provocam uma ansia desmedida para correr pelo mundo fora e lutar o máximo que poder para evitar situações de tamanha falta de vida... SÃO SERES HUMANOS! Iguais a mim, a ti e a outras tantas pessoas!
Na primeira fotografia, não sei se repararam, mostra uma criança sudanesa agonizando de fome e um urubu, ao lado, que só esperava que ela morresse para devorá-la...
Imagens de um artigo que encontrei de 1999. O fotógrafo Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer pela captura das imagems e, nesse mesmo ano, suicidou-se.
É para perderem 5minutos do vosso tempo para reflectir... mas sobretudo agir!

"Porque eu deveria imaginar que eu teria algo a dizer?

Mas todos estão por lá, cada um por si

ninguem ouve, ninguem vê.

Quando pensamos, que estamos todos em união,
basta as mudanças, para cada um pensar em si mesmo

e eles nao escutam, nem percebem.
O novo é assustador,

é a sombra que vem encobrir os olhos

eles precisam saber dos segredos escondidos

estão apavorados, só conseguem arquitetar
os beneficios individuais.

Sobrevivência? Não... É egoismo!

Se o desejo deles é o comando,

seguem a lei do mais forte,

Pensam, mas não percebem, estão cegos

estão amedrontados - salvem-se quem puder.

Desenham pensamentos mesquinhos,

nem percebem que estão a beira do proprio abismo.

O que o macaco vê, o macaco faz:

Se o desejo deles é o comando

a culpa não é sua todos eles são igaus.

Se o individual está imperando no coletivo

São eles que resistem ao que mais queremos,

são os abutres devorando a nossa inocência."

Marlene Constantino

domingo, junho 08, 2008

Incertezas...

Mas porque é que me acontecem estas coisas?
Porque é que quando tenho certezas absolutas, ideias consolidadas, sentimentos arrumados, tudo fica em causa?
De repente, por uma qualquer brisa que passa?
Como é que em minutos consigo mudar o sentido da vida, da minha vida?
Como é que posso ter uma visão tão inversa em tão pouco tempo?

quarta-feira, junho 04, 2008


"Há melodias que nunca cessam. Músicas que arrepiam... notas agudas que nem o silêncio, nem os ecos da distância conseguem apagar."
Porquê??!

domingo, maio 25, 2008


Ouço sons...

Sons que me fazem voar...

Palavras, frases que me fazem pensar...

Imaginar nos “ses” e no que vem ou poderia vir depois de tantos "ses"


A cada música que passa pelos meus ouvidos, encontro palavras, frases simples, por vezes, complexas, que me fazem sorrir, sonhar, chorar...


Breves pensamentos, momentos que fazem com que o meu ser seja invadido por infinitos pensamentos soltos num espaço que desconheço...

Alguma vez o conhecerei?!


Não, porque não o desejo.

Gosto do desconhecido, gosto de todos aqueles momentos que não consigo explicar o porquê de existirem.


A única coisa que sei...


é que desejo tudo aquilo que não tenho e que nem em sonhos consigo ter.

segunda-feira, maio 05, 2008

Nas nossas vidas, precisamos de pessoas assim. Que dão, que compreendem, que estão, que nos recebem sempre de braços abertos, mesmo que seja num só telefonema. Que são simples, embora se afirmem complicadas. Que sabem quais são os valores essenciais e não precisam de se perder em teorias alheias para encontrar o sentido da vida. Que vivem, e pronto. Que não nos exigem mais do que somos para estarem do nosso lado, ao nosso lado.
Obrigada =)

quinta-feira, abril 10, 2008

- Com quantos gajos já tives-te alguma coisa?
- Com dois.

É engraçado a forma como respondo a esta pergunta. Não foi apenas com dois gajos que tive alguma coisa. Mas o facto é que só destaco esses dois. E só considero que tive duas pessoas ate agora.

"Só um ou dois foram verdadeiramente importantes; os outros, que pensei amar, por quem chorei a distância e sofri na pele a ausência, foram apenas pretextos para viajar e aperfeiçoar línguas."
Excerto do livro "Diário da Tua Ausência"
Porque passei o final de tarde e a noite com esta musica na cabeça...


Estou à tua espera...

Disseste-me que mais logo voltavas... e para mim neste momento "mais logo" é uma eternidade.

Disseste-me que me amavas, que era a mulher da tua vida... tudo dito da boca para fora.

Apetece-me gritar-te: larga tudo! Vem para o pé de mim...

Hoje a minha cabeça não pára e anda à velocidade do coração, galopa na tua direcção, corre para ti.

Só consigo pensar em nós, voltar-te sentir, votar a ter-te.
Abro o álbum de afectos do meu coração, vejo lá a tua imagem em destaque, marcada pela intensidade das nossas vivências ao longo destes anos.


Lembrei-me das tuas mãos e... consegui senti-las.

Senti-as na ponta dos meus dedos.

Senti-as a percorrer a minha o meu corpo... a segurar-me, a puxar-me para ti.

Lembrei-me e desejei.

Desejei de novo o teu calor.

Desejei de novo entrelaçar os meus dedos nos teus.

Desejei sentir-te com vontade de me sentir mais e mais...

Desejei... E desejo!

Desejo encostar os meus labios nos teus... Ir devagarinho, sentir cada parte dos teus lábios, avançar, aumentar o ritmo e violentar-te de desejo.

Queria poder fazer-te sentir os meus lábios agora nos teus.

Queria... Quero!

Quero ter-te aqui, ter o teu olhar que me diz tudo, ou quase tudo...

Seria d enovo invadida por tudo o que sentia: certezas, forças, vontades inabaláveis!

Teria então poder para olhar o mundo e elevar o nosso amor nos seus picos mais altos.

Teria determinação e força para tudo e todos enfrentar.

Teria... Porque teria o teu olhar em mim.

Esse olhar que me tranquiliza a alma e que tão bem reconheço como se metade de mim fosse.

Esse olhar que me dá confiança, que me faz sentir segura e que tão bem me conhece.

Tenho esse olhar presente na minha alma, no meu coração, sempre que preciso de me apaziguar... como hoje.

E olho uma última vez a tua imagem no meu álbum de afectos... e sinto tantas, mas tantas saudades!

E num gesto sonhado digo-te "Até já meu amor"

Mas bem sei que tudo não passa de um sonho...

Vou queimar e reciclar o meu albom de afectos porque tudo muda, avança, transforma-se.

E eu preciso mais do que lembraças para continuar a viver!

domingo, março 30, 2008

Excerto de "Todas Se Apaixonam Por Mim"

Todas não, como é óbvio. Mas sou simpático, giro e atencioso o suficiente para despertar conforto nas mulheres que vou conhecendo ao ponto de muitas delas me concederem o seu amor. Conceder amor é fácil quando se encontra alguém disposto a alojá-lo, alguém simpático, giro e atencioso o suficiente para despertar conforto. Todas as mulheres querem ardentemente conceder o seu amor, e isso facilita. De maneira que basta darmos-lhes (a) a mão limpa, por assim dizer, (b) um espaço carinhoso para se sentarem, num momento em que suspiram de fadiga, (c) criar oportunidades para que isto aconteça algumas vezes seguidas. E pronto, as mulheres cedem logo o seu amor. Todas se apaixonam por mim, quase todas.Sou inteligente o suficiente para saber ser simpático e atencioso de forma eficaz, e sou giro na medida exacta em que não sou feio. Qualquer homem que reúna estas elementares e banais destrezas tem o poder suficiente. Só não verá que todas se apaixonam por ele se não lhes der oportunidades, se ele próprio se apaixonar por alguém e se tornar exclusivo.

terça-feira, março 25, 2008

O verdadeiro abraço não é aquele que envolve num sentido de posse, de demonstração demasiado pura de que queremos aquela pessoa para sempre.
Esse é egoista. Prende. Sufoca.
O verdadeiro abraço tem qualquer coisa de protector, de carinho e muito sentimento. Sentimento se entrega total a uma causa. Á causa que abraçamos...
É como dizer "Eu estou aqui a proteger-te do mundo"
São abraços que sossegam, envolvem, quase que falam...

domingo, março 16, 2008

Alguem me disse um dia...

"(...)só deixa de saber a sumo quando tiver outro sabor mais forte lá dentro..."

E isso demora muito? :(
Às vezes a vida pesa.
Cansa.
Mói.
Destrói...
O riso vai-se, a paciência desaparece.
Ficamos impossiveis, intratáveis.
Vemo-nos ao espelho e não nos conhecemos.
E deve ser dificil para alguem que esteja ao nosso lado.
Porque sempre fomos o porto de abrigo.
Sempre fomos o riso que sossega.
Mas se a tempestade vem até terra, nao há abrigo, nao há porto, nao há paz.
E na dor dos outros, ficamos ainda mais perdidos.. e revoltados.
Porque ás vezes tambem precisamos de baixar os braços.
Para sentir que alguém os puxa...

terça-feira, março 04, 2008

Apetece-me apaixonar-me.

Uma daquelas paixões fulminantes.
Apetecia-me escrever cartas de amor, sonhar o corpo, imaginar a fusao de corpos enamorados.
Apetece-me o amor perfeito.
A união das individualidades marcadas, a construção de bases solidas, do querer e do lutar ate ao fim porque se sente mais forte que a vida.
Hoje, só por hoje, apetecia-me nem que fosse o engano de mim na vida de outrem, ainda que o amanha o estrangulasse.
Apetece-me rir por tudo e por nada, só porque estou com aquele sorriso de apaixonada estampado no rosto.
Apetece-me partilhar experiencias, desejos, vivencias, sonhos com alguem deitados a beira-mar.
Apetece-me fazer loucuras de amor.
Estou cansada de amizades coloridas e de paixões de uma noite. Não. Chega. Não aguento mais a separação das coisas, dos afectos que estão incorporados.
Penso que tracei desde muito cedo os meus ideais românticos e que não existe esse amor que imagino. Esse amor pleno, sereno, doce, que tanto espero que me complete um dia.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Tenho adormecido e acordado com uma ligeira dor... Há lembranças que ainda causam mágoa, revolta. Quando dou por mim, estou a remoer outra vez sobre o assunto, e penso, e repenso, e ouço as tuas palavras como se me as dissesses no preciso momento. Gostava de erguer a cabeça de uma vez por todas, de seguir em frente, apagar as mágoas, perdoar-te... mas parece que não sou capaz! Existem coisas que eu não te disse, coisas que ficaram por dizer e por isso, hoje ainda sinto cravado no peito esse desgosto.
Porquê? Tantas vezes pergunto "porquê"? Porquê a mim? Porque o fizes-te? Porque não mudas-te? Porque destruis-te a imagem que tinha de ti? O amor que sentia por ti, porque não lhe des-te valor? secalhar faço as perguntas erradas... e por isso não obtenho respostas. Mas entao questiono, quais são as certas?
Raramente me falavas dos teus problemas, e eu respeitava o teu silencio. Deveria ter-te obrigado a falar! Se o tivesse feito talvez não tivesses feito de mim o teu saco de pancada! É certo que se te perdoasse estaria melhor comigo mesma, conseguiria talvez seguir em frente, voltar a entregar-me a 100% a alguem, mas... como? Como esquecer palavras que me feriram mais do que qualquer agressão fisica, como esquecer tantas humilhaçoes? Não, não poderei jamais esquecer o quanto deixas-te marcas, cicatrizes que teimam em cicatrizar e outras já cicatrizadas, mas que são visíveis...
Dei-te tanto de mim, que talvez seja por isso que hoje já nada reste para te dar, nem tão pouco o meu perdão. É triste ver ate que ponto chegas-te. Valeu a pena? Tantas, mas tantas vezes te tentei ajudar... tantas, mas tantas vezes, te desviei desse caminho, valeu a pena? Não.
Só queria conseguir apagar os teus restos. Quando me pareço reconstruida, teimas sempre em deitar abaixo todo o esforço que fiz em reerguer-me.
Reconforta-me saber que aos poucos vais pagando pelos teus actos. Reconforta-me saber que tu estás nesse estado e que me vês assim, livre e forte como te demonstro.
O meu coração hoje pode ser triste, mas é livre...e o meu olhar, esse, já não pertence a ninguem.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

“Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa
"Só um ou dois foram verdadeiramente importantes; os outros, que pensei amar, por quem chorei a distância e sofri na pele a ausência, foram apenas pretextos para viajar e aperfeiçoar línguas."
"...a beleza e a graça feminina perdem força e brilho com a convivência, mas que a astúcia, o humor e a inteligência são atributos que se transformam em beleza e nunca nenhum homem se enjoa."

"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão importante como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais fácil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

"Diário da Tua Ausência"


sábado, fevereiro 09, 2008

"As pessoas podem esquecer o que lhes disseste,

as pessoas podem esquecer o que lhes fizeste,
mas nunca esquecerão como lhes fizeste sentir."

sábado, janeiro 19, 2008

Gostava de conseguir escrever o que sinto agora, mas não consigo faze-lo. Não encontro as palavras. Ou elas não querem nada comigo!
Gostava de poder exteriorizar esta raiva que me consome a alma.
"Não mata, mas mói"

Quero aprender a viver sozinha. Sem precisar de ninguem. Nem amigos, nem amigo colorido, nem amante, nem namorado.
É pedir muito?!
Afinal... nunca tão quando preciso!